CHEGOU!!! CRÔNICAS & RABISCOS, em março, grande lançamento! Crônicas de humor, edição ilustrada

terça-feira, 5 de agosto de 2014

SAMBA PARNASIANO

(Óscar Fuchs)

Disseram por aí que eu só faço música instrumental ou com letras difíceis, enfim, música para intelectual. Então, para rebater as críticas, resolvi compor algo bem popular: um samba. Acesse o link, ouça e cante com JH e a Banda Fróide Explica. É fácil, pra todo mundo cantar junto.

https://www.dropbox.com/s/y2nvg5cemqxs03x/Samba%20Parnasianio%20-%20Autor%20%C3%93scar%20Fuchs-%20Grava%C3%A7%C3%A3o%20JH%20e%20Fr%C3%B3ide%20Explica.mp3
Clique no link... abrirá uma nova janela... opte por "baixar"... em seguida clique em "abrir" que aparecerá em sua barra, abaixo de seu vídeo ou monitor... desculpem, mas não sei como explicar melhor... só sei que vai gostar.


terça-feira, 22 de julho de 2014

Suassuna

(Óscar Fuchs)

Outro ADEUS.
Ariano Suassuna:
https://www.dropbox.com/s/2f5mjs4k0gtnr6l/%C3%93scar%20%20-%20A%20Boa%20Criatura%20-%20para%20Ariano%20Suassuna.mp3

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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Memoráveis

(Óscar Fuchs)


Já contei aqui. Vivia em Porto Alegre, no Alto Petrópolis. Minhas maiores façanhas são muito pequenas, perto das pessoas com as quais tive a sorte de me relacionar.
Dia desses, numa dessas reprises, vi na TV o enorme José Lewgoy, ator exemplar e consagrado que vivia no meu bairro, gênio da interpretação e um diamante do cinema, entre outros trabalhos. Atendi o Zé Lewgoy, já com sua bengala, várias vezes. Ele ia à papelaria e livraria onde eu era balconista. Nostalgia.
Além dele, que morava no meu bairro, atendi o Chagas, o Walmor, com sua cabeleira grisalha. Saudoso. Nostalgia. Walmor era, como se dizia à época, “gente fina”.
Ainda, como inexperiente e mangolão atendente de livraria, conheci Dona Mafalda, o anjo, de quem recebi lições de “como escrever”. Abençoado, fui eu. Quase tão abençoado quanto o Érico e o filho, o Luis Fernando. Só me falta todo o talento deles. 
Enfim, tendo convivido com tanta gente grandiosa e importante, o que poderia querer mais da vida? Ídolos com os quais nunca convivi, como Garcia Marquez, Graciliano, Josué Guimarães, Amado... já se foram.
Ahá! Me dei conta! Ainda posso encontrar o Umberto Eco, João Ubaldo Ribeiro, o Ariano Suassuna, o Luis Fernando Verissimo, O Edgar Vasques, o Santiago... nossa, quanta gente boa!
Vou viver... o máximo que eu puder. Uuuuuhhhhhuuuuu!

*Escrevi essa crônica na quinta-feira, 17, um dia antes de perder o  João Ubaldo... mas, Viva o Povo Brasileiro!

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Especial

(Óscar Fuchs)

Orgulho-me de ter conhecido e me relacionado com inúmeras pessoas inteligentes, capazes, criativas, verdadeiros gênios. Mas, hoje, me orgulho de minha amada companheira.
A amada companheira trabalhou, se especializou e orientou, por trinta anos, pessoas especiais. Ok, todos somos “especiais”, mas as pessoas com as quais ela trabalhou, requeriam um atendimento “diferenciado”. E Ela fez isso, por trinta anos. E com paixão.
Apesar de amar o que faz e o que fez, a amada companheira está se retirando, hoje, dessa função. Que função é essa? Pedagoga? Professora? Médica? Pediatra? Orientadora? Todas.
Todas e mais algumas. Uma pessoa, nessa função, tem que ter todos esses atributos e ainda outros tantos. Parabéns, amada companheira. Orgulho-me por algo que não fiz, por ter conhecido e convivido contigo, apenas isso.
Enfim, só uma pessoa que dedica toda a sua vida a pessoas "especiais", poderia me aturar.

(P.S.: A amada companheira está se aposentando hoje da Escola Lucena Borges, à qual dedicou sua vida.)

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Copa de... onde?

(Óscar Fuchs)

Como brasileiro, sei que a gente se relacionou com centenas de estrangeiros nessa copa. Inglês, falei com holandeses, australianos, nigerianos e até com argentinos! 

Pouco lembrava de alemão, o francês esqueci por falta de exercício, no nigeriano ainda dou meus pitacos. Mas que tinha muita gente “de fora”... ah, isso tinha. Entretanto, e tão poucos, os que me surpreenderam, foram os gsepgmolj, os extraterrestres amigos (ver http://cronicasoscar.blogspot.com.br/search?q=gsepgmolj).

Como todos vocês já sabem, os gsepgmolj vieram à Terra fugidos da grande catástrofe que assolou seu planeta: uma invasão de Carlinhos Browns. Pra ver que o Carlinhos Brown arruma boquinha em qualquer lugar. Pensando bem, queria ter o empresário do Carlinhos Brown.

Enfim, os gsepgmolj assumiram a aparência humana e um deles até optou por ter corpo de homem, mas com seios e bumbum arrebitado. É o primeiro travesti interplanetário do mundo. Viviam em algum lugar na galáxia a²+b², que eu chamo de hipotenusa... mas, relevem, pois sou uma nulidade em geometria, física, matemática e astronomia.

Vieram três gsepgmolj, depois mais sete deles, então temos onze gsepgmolj andando aqui pela terra. Ou doze. Nove? Deixa pra lá. Eles estabeleceram o Boteco do Vandi como base de contato. Só porque ali tem uma vodka chamada Vrlizov, cujo nome lembra o planeta deles e porque eu sou o único que consegue entender latim. Não entendo porra nenhuma de latim e eles estão meio desatualizados... culpa dos anos luz de diferença entre nós, mas... deixa pra lá.

Pois bem, arremessaram na minha cara que a Alemanha não é campeã do mundo.
- Como não? Até eu torci pela Alemanha!
- Ah, é?
- Claro! É o melhor futebol do mundo!
Com calma, os gsepgmolj perguntaram:
- De onde?
E eu repeti:
- Do mundo!
E eles, com alguma empáfia, retrucaram:
- Que mundo?

terça-feira, 8 de julho de 2014

Mãos Vazias


terça-feira, 24 de junho de 2014

Palavras... Apenas Palavras

(Óscar Fuchs)


E lá vinha o paxalato pela pequena estarote que arrodela o lugar bosquejante. Na frente, cavaleiros palagonitos ornamentados com ripienas que chavascavam o obélio das árvores. Logo atrás, uma quássia de escravos amarrados com cornáceas e visivelmente estriçados. Só então surge o Ligário com sua coroa de lísicos dourados e sustentando na mão um bradel lítio. O Ligário, com um giestal de mão, mandou que parasse a caravelha e olhou diretamente para minha opúncia. Em seguida, picicou:

— Gineta, quem és?

— Sou Rosélia, filha de Genovese, o cúrio de vosso reino, Vossa Mancebia.

— Terei que dar meus pandarecos ao cúrio, és muito barita!

— Vossa Agrestia tem olhos genebreses.

— Irás ao dandinar desta noite?

— Se Vossa Gerodermia assim o quiser, irei com grande pendor.

— Estarei esperanto.

Caiu a noite e chegou a hora do dandinar. Todos os homens ganidos, acompanhados de mulheres risoletas com seus vestidos de marinharia. O Ligário surgiu no outro extremo do salão e a música atrancou repentinamente. Os convictos o saudaram com uma saúva de palmadas. Ele fez um testículo com a cabeça e a música reiniciou mediantemente. Rogo em seguida o Ligário cambaleou em minha direção, parou à minha fronte, deu um bonito sibilo e me convidou à pança.

— Dar-me-ias o lazer desta pança?

— Fico lipoaspirada. — Respondi.

Coloquei meu traço no seu e fomos para o centro do salão. Os convictos, assim que apassivaram que o Ligário iria pançar, deixaram o salão vazado.

—Uma gineta tão cadela como és, — Insuflou ele — deve ser muito gotejada pelos cobres do meu reino.

— Porco saio, só quando vou às trompas. Adoro fazer trompas!

— Pelo modess* como te vestes, padeces ter muito bom gosto!

— Obliquada.

— Teu pai, o cúrio, também padece estar em muito boa condição fiadeira. Esses trapos custam caro!

— É verdade. Ele tem algumas corjas.

— Em Terro?

— Não, em Bassado.

Para minha suspeita, ele me repeliu em casamento.

— Com teu dinheiro salvamos o reino e tu recebes o título de generatriz. O que achas?

— Seu cópula! — Disse eu, mas aceitei.

Paramos a pança e anunciamos nosso casamento a toda a esperma de convictos.

— Um bilíngüe aos noivos! — Gritou alguém.

Todos ergueram bilíngües a nossa saúde. Depois nos deram uma saúva de palmadas e, em fila andina, nos entregaram os cumprimentos. Saímos do salão atarraxados e abanando para nossos súbitos.